Nesta edição: APEX, BANCO MUNDIAL, DA FRUTA, EBBA, FIEPE, GRUPO TAVARES DE MELO, KRAFT, MAGUARY, MSC,
PAMESA, SEBRAE, SOUZA CRUZ
COM QUANTAS FRUTAS SE FAZ UMA EXPORTAÇÃO?
Sabe aquele tipo de empresa que já nasce com um pé LÁ FORA? A Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos (EBBA) tem as
exportações em seu DNA. Ainda no fim da década de 80, a Da Fruta, do Grupo Tavares de Melo, realizou as primeiras vendas o público latino nos EUA. Em 2009, o grupo, interessado em se consolidar no segmento, readquiriu da americana Kraft a marca
de sucos Maguary, que no passado, havia criado e vendido à Souza Cruz. Da soma entre Da Fruta e Maguary surgiu a fórmula
que faturou, em 2009, R$ 260 milhões, sendo mais de R$ 31 milhões de exportações. E essa fórmula é formada letras: EBBA.
Com um diversificado mix de sabores de sucos na apresentação “prontos para beber”, concentrados e semielaborados, a empresa tem investido forte em embalagens de marcas próprias, como no caso da
americana One Nature Experience, especializada em bebidas saudáveis e naturais. “Alguns de nossos
parceiros atuais de private label estão em expansão e passando a figurar entre as grandes de seus
mercados. Nesse embalo a EBBA vai junto”, explica Rafael Jordani, gerente de comércio exterior.
Introduzidas pela Maguary, as garrafas PET e as tampas plásticas de rosca trouxeram uma inovação
para o mercado e completaram a linha de produtos, que já eram oferecidos em embalagens cartonadas,
de vidro e até em tambores, que facilitam o uso industrial. Considerados muito doces para o mercado
europeu e americano, os sucos brasileiros tiveram o teor de açúcar reduzido para se adequar às diferenças
culturais. O açúcar à moda brasileira diminui a sensação de acidez e altera o real sabor da fruta, muito
valorizados no exterior.
O Brasil já se firmou como o maior exportador de suco de laranja do mundo. Não restam dúvidas.
O ano de 2009 serviu para comprovar, com o US$ 1,61 bilhão alcançado mesmo com a crise. O
desafio agora é introduzir outras frutas tropicais no mercado internacional e, para a EBBA, sabores
como acerola e açaí já são os carros-chefes. Cada vez mais ganham espaço produtos tropicais,
exóticos, orgânicos e funcionais. “Imaginamos que, com a ação correta e agradando ao paladar dos
consumidores, o céu será o limite para essas categorias”, finaliza Jordani.
A QUERIDINHA DAS COMPANHIAS MARÍTIMAS
A Pamesa do Brasil, que exportou, em 2009, 3 milhões de metros quadrados de revestimentos
cerâmicos e porcelanato, é responsável por uma das maiores movimentações de contêineres em
Suape, cerca de 400 por mês entre exportações e importações. O grupo espanhol, que completa, em
2011, dez anos de inauguração em Pernambuco de uma das mais modernas fábricas de cerâmica
da América Latina, exporta para mais de 50 países e garante alto poder de barganha naquele que
muitas vezes pode ser o vilão na formação de preços para exportação: o frete.
A Pamesa tem como grande parceira no transporte marítimo a europeia MSC e,
intermediando a negociação de fretes entre clientes e armadores, segue à risca a
filosofia do “produto ampliado”. A proposta é incorporar à venda uma prestação
de serviço. “Temos a consciência de que, nos dias de hoje, não se pode vender só o produto, mas o serviço é o que diferencia você no mercado”, conclui Mariano Hajny,
gerente de comércio exterior da Pamesa.
Para 2010, o plano é aumentar as exportações em 15%. A empresa, com um faturamento de R$ 200 milhões, tem 35% de sua produção destinada às exportações. A
estratégia é apostar nos chamados “mercados naturais”, onde os produtos brasileiros já
são bem aceitos, como é o caso dos países do continente americano.

E QUEM CHEGOU A PERNAMBUCO foi a Apex.Considerada
em2009 pelo Banco Mundial a segundamelhor agência do mundo em
atendimento a investidores estrangeiros (a primeira foi austríaca), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações
e Investimentos inaugurou uma unidade de atendimento no Recife, que funcionará na sede da Fiepe.
A Apex Brasil, que foi reestruturada no governo Lula e saiu da tutela do Sebrae Nacional, ganhou
autonomia e tem feito um excelente trabalho promovendo a imagem do Brasil no exterior. A proposta é facilitar aos exportadores o acesso à informação, um dos maiores entraves na participação das
empresas brasileiras no mercado mundial. A agência tem como foco a diversificação da pauta
exportadora, com especial atenção aos produtos de valor agregado. A iniciativa vem em um momento
crucial para a expansão dos negócios no Estado, que em 2009 exportou US$ 823,9 milhões, uma
redução de 11% comparada a 2008. A iniciativa é boa e o empresariado agradece!

É extremamente importante abrigar a primeira unidade da Apex em
Pernambuco. Os empresários locais terão acesso a informações que vão facilitar
a entrada dos produtos e serviços do Estado no mercado internacional, com
competitividade e expectativa de bons resultados.
Jorge Côrte Real, presidente da Fiepe.