Começar de novo faz parte da vida do jornalista. Ele sempre
está iniciando um novo trabalho em diferentes veículos de
comunicação. Estrear esta coluna na Negócios PE é ter pela
frente um longo caminho a percorrer. E sei que não estarei só
neste espaço, que será dedicado exclusivamente a assuntos
institucionais e instituições. Conto com você, leitor.

GUIA ELEITORAL
Com o mercado das produtoras de TV aquecido pelas
eleições, o BNDES oferece uma linha de financiamento
que permite até a importação de equipamentos
eletrônicos, “fundamentais para o setor”, assegura
o consultor de empresas Ricardo di Cavalcanti. Segundo
ele, o piso do financiamento é de R$ 1 milhão e atende
também a pequenas e médias empresas. O prazo de
pagamento pode chegar a 120 meses..
CASA POPULAR
A indústria da construção civil em Pernambuco deu um
show de bola: cresceu no último trimestre de 2009,
segundo a Agência Condepe/Fidem, 15,5%. O crescimento deu-se principalmente no levantamento
de habitações populares, diz o presidente do Sindicato
da Indústria da Construção Civil de Pernambuco
(Sinduscon-PE), Gabriel Neves. Apenas as edificações
para a classe média não dariam sustentação ao
crescimento. É a valorização das pessoas de baixa renda.
1.460 são as redes de franquias no Brasil. Esse
número deverá crescer muito em 2010, acredita o
consultor especializado Hamilton Marcondes que lançou
em Pernambuco o projeto Faculdade Franchising, que
defende a inclusão nos cursos de graduação, pós e MBA
do estudo do sistema de franquias e suas vantagens.

O polo gesseiro de Araripina está mais protegido
da radiação ultravioleta do que o Recife. O aparelho que
mede a incidência dos raios UV, segundo o doutorando da
UFPE Sérgio Leal, mostra a fuligem do gesso que encobre
a região como um imenso guarda-sol. A poluição impede
o UV.
As organizações sociais que gerenciam parte do
sistema de saúde pública do Estado vão ter defensores
dos dois lados da disputa pelo governo. Só o Sindicato
dos Médicos continua contrário.

Estaleiro Atlântico Sul,
em Suape, busca
soldadores no Japão.
Apesar de surpreendido com a iniciativa do
Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, de contratar
62 decasséguis, descendentes nipônicos que
viviam no Japão, para compor o quadro de
especialistas em solda naval, o diretor do Senai,
Antonio Carlos Maranhão Aguiar, acha que foi
uma decisão válida da empresa, que assim
mescla o quadro com trabalhadores experientes
e recém-formados pelo centro de treinamento
pernambucano.

Foi uma desfeita com o Senai?
Não acho. Já foram contratados pelo Estaleiro
Atlântico Sul mais de 2.500 jovens formados pelo
Senai, a maior parte com certificados de categoria
internacional. E até agora não houve qualquer
crítica da empresa em relação à formação dos
novos trabalhadores. Muito pelo contrário, o diretor
industrial do estaleiro afirmou publicamente que
a preparação de mão de obra nunca foi problema
em Pernambuco.
O que aconteceu, então?
Acho que a empresa tinha pressa em entregar
uma plataforma de petróleo e um navio. Isso,
creio, levou à contratação de trabalhadores mais
experientes. É uma estratégia lícita cujo resultado
não me cabe julgar. O Senai está tranquilo em
razão do trabalho que vem desenvolvendo.
Fica alguma mágoa?
De modo algum. Estou satisfeito com o
relacionamento com o estaleiro. E ele também
com o nosso trabalho. A ponto de, além de
contratar os formandos do Senai, ter levado
professores do curso para atuar como
supervisores. A parceria está consolidada.